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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LONDON LETTERS

Good morning, Mr President

 

 

Curious pay-back time. A America reelege o seu very first black President para four more years.  Mr Barack Obama regressa ao Oval Office em tempos intensos, com a globalização a acentuar dinâmicas centrífugas do poder no plano externo e o desemprego a vigiar o voto nos 50 estados federados, tudo complementado com a costa doméstica atlântica a gerir uma social catastrophe que testemunhos locais dizem tremenda. – Nous sommes tous New-Yorkais, mais certains plus que d'autres! O exercício na missão quase salvífica com que o democrata foi inicialmente investido na White House adelgaça as expetativas para este mandato, e tal experienciado realismo é benéfico para o Free World. − Personally, I never bet against America. No início da new journey em Washington DC, sem end of history ou clash of civilizations num mundo de multipolaridades, probably com Mrs Hilary Rodham Clinton preparando voos de fôlego fora do State Department, parabenize-se o lance de 300 milhões de US citizens.

 

 

É a conservative moment [so sorry, Mr Rove], a celebrar o Tory credo de Lord Salisbury: "Whatever happens will be for the worse, and therefore it is in our interest that as little should happen as possible." Quatro anos após a Obamania 1.0, pois, na oportunidade soberana do secreto sufrágio, assim o entendem – by design – os jovens, as mulheres e a emergente maioria demográfica hispânica. As relações transatlânticas progrediram justamente em finais de Oitocentos por via da visão de Robert Gascoyne-Cecil. O 3rd Marquess of Salisbury, e derradeiro Premier a governar o executivo from the House of Lords, estreita a Atlantic bridge no grau da vulnerabilidade isolacionista na Pax Britanica and what was coming. Mas é até a subida ao altar que faz a diferença. Os laços bilaterais tornam-se a special relationship quando as Americans debutants casam mais e mais into British aristocracy, para felicidade dos gentry’s sons e delícia dos leitores de Mr Henry James. Se a diplomacia matrimonial abre à união dos patrimónios e harmonia dos interesses, já no mesmo lado das trincheiras, o tributo de sangue nas World wars esvanece os últimos vapores do Boston Tea do King George III no Yankee Doodle de 1776. E a historical counsciousness aí está, heavy, na Afghanistan war, que já soma tempo similar ao conjunto dos conflitos maiores do século passado. Neste domingo 11st se respeitaram dois minutos de silêncio at 11 a.m. para lembrar the fallen British service personnel.

  

A Europa esteve ausente no debate entre democratas e republicanos. Uma omissão sensível quando a pressão política sobe nas margens do Atlantic ocean face ao diminuendo económico que coteja as vagas de deslocalização do power & trade para diversas geografias, e o que se lhes associa em termos do ajustamento. O American friend, e não só, está circunspeto quanto à febre negra da dívida que lavra no old continent.

 

  


Do outro lado do planeta, a dia e meio de viagem aérea, também a People’s Republic of China procede à certificação do poder na cúpula do one-party regime. Sai Hu Jintao, entra Xi Jinping. Desta feita, não por eleição popular, mas por seleção partidária do líder para a próxima década, num congresso comunista onde o tema da corrupção domina os trabalhos e invoca agora máxima do Baron Acton. Escreve John Dalberg-Acton em missiva endereçada em 1887 ao Bishop Mandell Creighton: “Power corrupts, absolute power corrupts absolutely”. Em cenário completely different, Mr Bo exalta o electoral noise democrático e vinca que as political differences são “a mark of our liberty.” – They are indeed, Mr President. I hope.


St James, 13th November


Very sincerely yours,


V.