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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LONDON LETTERS

The Westminster Act, 1931

 


O novo contexto internacional e o papel global do United Kingdom estiveram em foco na House of Lords. O comércio livre mais o soft power diplomático e a Commonwealth of Nations foram tópicos de um debate visando arquitetar futuro, face ao desafio dos mercados emergentes e de novéis centros de poder. – Chérie, vous êtes une nation de boutiquiers! Whitehall retirou a União Europeia da troca de perspetivas. Humm! That is the good old British scepticism at work. A câmara alta privilegia aposta maior que a construção continental reclamada por Sir Winston Churchill no pós-guerra e a qual tende a já apenas por aqui aparecer como referência da Eurozone crisis ou para paralelo entre as austerity receipts de Herr Wolfgang Schaeuble e do Chanceler George Osborne. O foco planetário tem ilustre fundação. Em 1931, 11 December, o parlamento aprova o Statute of Westminster e cria a organização de 54 Estados autónomos que hoje cobre o mapa do Victorian Empire. Assim, aliás, inventa a moderna tradição britânica que Arnold Toynbee cunha como imperium et libertas.

 

 

O changing Empire deve à visão de quem Mr Churchill disse um dia que, "[i]f you wanted nothing done, Arthur Balfour was the best man for the task." Ora, justamente na sequência do óbito da Old Europe decretado na First World War, o antigo Premier Arthur James Balfour expõe arrojada moção na 1926 Imperial Conference. The British and colonial prime ministers aprovam a medida independência legislativa dos British dominions ao reconhecer serem "equal in status, in no way subordinate one to another in any aspect of their domestic or external affairs, though united by common allegiance to the Crown, and freely associated as members of the British Commonwealth of Nations." Os termos da “Balfour Declaration” formalizam-se no alvor dos 1930’s e são depois sagrados por royal assent, cuidando, porém, de deixar a articulação da política externa comum nas mãos do Foreign Office.

 

 

A criação da First British Commonwealth deve igualmente à História. London avança com a progressiva emancipação das suas colónias, orderly, sem o Boston Tea oferecido em 1773 pelos “sons of liberty” ao King George III. O Dominion of Canada fora ratificado no 1867 British North America Act, sucedendo-lhe idênticos constitutional acts para a Australia (1901), New Zealand (1907), Union of South Africa (1910), Newfoundland (1919) e Irish Free State (1922). O sistema recria os laços com as terras onde “our brave soldiers and people” estiveram durante séculos expostos a perigos vários para benefício do free trade. Agora é toda uma rede de instituições políticas expressa num singular complexo civilizacional, com múltiplos sotaques convergindo na English grammar e na Royal British tradition of liberty.

 

 

Em época de amenidades natalícias, diversas também na natureza social, aplauso ainda para a nomeação de Judi Dench como best actress nos 2013 Golden Globe Nominee. A Dame do Old Vic e do National Theatre distingue-se pelo papel, não de M nas aventuras de 007 em “Skyfall,” sim de a delicious retiree in India em “The Best Exotic Marigold Hotel.” A exemplo do inventivo “Salmon Fishing in the Yemen”, com Ewan McGregor, a película de John Madden celebra o humanismo da multi-ethnic Britain. – As also, surely, of the correspondent open-minded society.

 

St James, 11th December

 

Very sincerely yours,

 

V.