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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Paul Valéry

 

E te abraço nos livros: lá onde a água não tem limites. Tudo é fonte.

Et je reprends; je modifie, je perfectionne. On ne peut, et donc on ne sait enchaîner les parfums. Quelle musique ! Digo-o baixinho até ti, e por carta.

 

 

Depois, com tapetes macios aguardei e aguardo à tua porta. Não falo: é a tua vez Valéry !

 

O expoente da poesia simbolista, do ensaio, do pensamento filosófico nasce em Sète e estuda Direito na Faculdade de Montpellier. Mallarmé, seu amigo, reconhece-lhe em La Jeune Parque (A Jovem Parca, 1917) a necessidade deste poema ter tido de ser criado durante cinco anos.

 

Acede à Academia de Letras. Responde com tranquilidade à sua época de não produção.

Pensar é resistir, pensar é devir, pensar é metamorfosear, é o direito à diferença. Assim o sinto numa razão que a quero até ele, até Valéry, se possível.

 

André Gide e as portas da Paris literária são-lhe as horas de muitos tempos; o seu amor por Rovira que o transporta ao culto exclusivo da inteligência deixando ou não? , a poesia dormir na sua cama mas a levantar-se antes dele.

E sempre Paul Valéry  foi e será o professor de poética no College de France.

 

Um poema nunca é terminado, apenas abandonado.

 

Charles de Gaulle celebra-lhe honras fúnebres aquando da sua morte em 20 de Junho de 1945. E depois dela, um dia, foi com ele que aprendi a despir-me das minhas verdades e a reconhecer o quanto

 

um grande homem é aquele que morre duas vezes. Primeiro, como homem; e depois, como grande homem.

 

Fausto surge postumamente. Sempre Valéry esteve atento ao quanto é necessário desconfiar dos nossos pensamentos, exactamente por serem nossos, é algo similar ao inicio do compreender o mundo: há que renunciá-lo primeiro e só depois iniciar a viagem.

 

Dizia Ambroise-Paul Valéry que as leituras de histórias e romances serviam para matar o tempo de segunda ou terceira categoria, mas o tempo da primeira categoria não necessita de ser morto: é ele que mata todos os livros, e cria alguns.

 

Também Tel quel

 

Tu m’ appelles doucement (…) ta voix est venue facilement que j´ai cru penser à toi de moi-même.

 

E te abraço pelos livros, como sempre e

Si la «vie» avait un but, elle ne serait plus la vie.

 

TERESA VIEIRA

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