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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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ANTÓNIO PALOLO E ANOS 90



De 31 de Janeiro a 17 de Maio, duas novas exposições: António Palolo e Anos 90 no CAMB – Centro de Arte Manuel de Brito

 

CAMB apresenta as exposições: António Palolo e Anos 90
 

Dando continuidade à apresentação ao público da Colecção Manuel de Brito, na selecção Anos 90, pretende-se ilustrar com o conjunto apresentado as dinâmicas das artes visuais portuguesas neste período no contexto da Colecção.
 

De uma forma geral, a década de 90 é uma época de ruptura e também de expansão dos campos/limites tradicionais da obra de arte, de busca de novos e diferenciados conceitos estéticos no quadro das novas possibilidades que a fusão, apropriação/incorporação das novas tecnologias permite no processo de criação artística.
 

A geração de 90 afirma-se agora contra a geração de 80.
 

No entanto, a necessidade de legitimação perante uma procura de mercado por produtos de prestígio que surge com o florescimento de uma classe abastada nos anos 80 em Portugal, acaba por condicionar o arrojo experimentalista, marcando um significativo desfasamento entre a prática artística nacional e a internacional. Os anos 90 em Portugal serão, então, o paradoxo do binómio Experimentalismo/Convencionalismo. Em exposição estão obras de Paula Rego, Joaquim Rodrigo, Ana Vidigal, Fernando Lemos, Júlio Pomar, Menez, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Eduardo Batarda, Pedro Chorão, Ascânio MMM, Graça Morais, Lisa Santos Silva, Ilda David, Urbano, Ana Vidigal, José Loureiro e Miguel Telles da Gama.
 

Na exposição individual de António Palolo (1946-2000), artista autodidacta nascido em Évora, apresentam-se obras desde os inícios dos anos 60 até 1984. A necessidade de experimentar será talvez a característica mais marcante do trabalho deste artista, que acompanhou os diferentes movimentos artísticos, passando do informalismo para a transvanguarda, pela arte-pop, pelo abstraccionismo geométrico até à arte conceptual.

Num jogo contínuo que estabelece com o olhar, Palolo propõe um sistema integrado de formas orgânicas com estruturas geométricas.
 

Citando Helena Freitas, “pintor da luz e da cor, António Palolo movimenta-se entre a abstracção e a figuração com a destreza de um absoluto domínio das técnicas da pintura e com a ironia de saber manipular os discursos das conjunturas artísticas”.


Morada:
Palácio Anjos, Alameda Hermano Patrone, Algés

Horário:
Terça a domingo_11h30 às 18h00
Última sexta-feira de cada mês_11h30 às 24h00