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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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"CAPRICHOS"

Intervenções de Manuel Casimiro e textos de Michel Butor sobre as gravuras de goya

Texto Michel Butor:
o pintor hesita entre a debutante negra e o anunciador platinado que a apresenta 

 

Museu Colecção Berardo, de 27 de Novembro de 2008 a  1 de Fevereiro de 2009

O Museu Colecção Berardo tem a honra de apresentar em Lisboa, de 27 de Novembro de 2008 a 1 de Fevereiro de 2009  “Caprichos” – Intervenções do artista Manuel Casimiro e do escritor francês Michel Butor sobre as gravuras de Goya.

A exposição “Caprichos” é uma visão contemporânea das oitenta extraordinárias obras que o pintor espanhol, Francisco José de Goya y Lucientes, iniciou nos anos seguintes à grave doença que o atingiu, em 1792.

A exposição “Caprichos” é uma visão contemporânea das oitenta extraordinárias obras que o pintor espanhol, Francisco José de Goya y Lucientes, iniciou nos anos seguintes à grave doença que o atingiu, em 1792.

Estas gravuras principiam com um imponente auto-retrato onde Goya se representa com uma enorme cartola preta na cabeça, ar grave e distante a olhar para lá do espaço, atento à vida.

Goya em “Os Caprichos”, em tons surdos de negros e cinzentos, retrata numa primeira série de gravuras, de forma satírica a terrível realidade social banhada em cupidez, ignorância, prostituição, vaidade, fanatismo, sobretudo do clero, e parasitismo das classes abastadas e da nobreza, com enormes injustiças sociais. Numa segunda série, a partir da gravura El sueño de la razón produce monstruos, é consagrada às monstruosas barbaras e infernais superstições que se opõem à razão. Goya encontrou aqui a forma genial e universal de representar ao mesmo tempo o real e o fantástico.

As intervenções (em forma de ovoidal) de Manuel Casimiro nestas imagens dos Caprichos de Goya pertencem a uma numerosa família de trabalhos que o artista tem vinda a executar desde 1974.

O ovóide aparece nas diferentes situações dos Caprichos, como uma espécie de incógnita de um problema que se expõe para ser resolvido por quem vê, de forma pessoal. Ele obriga-nos a libertarmo-nos das ideias feitas, incitando-nos a seguir o nosso próprio itinerário. O excelente e profundo texto do Michel Butor vai também neste mesmo sentido.

A exposição Caprichos está patente no Museu Colecção Berardo, de 27 de Novembro de 2008 a 1 de Fevereiro de 2009 com entrada gratuita.

Ainda no âmbito desta exposição irá realizar-se no Institut Franco-Portugais, no dia 28 de Novembro, pelas 18h, um diálogo com Michel Butor, Manuel Casimiro e Nuno Júdice (escritor, poeta e ensaísta português) seguido pela apresentação do livro CAPRICHOS.
 

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