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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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A FORÇA DO ATO CRIADOR

 

Conceito de Arte segundo Argan.

 

Segundo Argan, o campo da arte é 'dificilmente delimitável' - é cronologicamente vasto, é geograficamente abrangente e inclui inúmeras atividades muito diferentes entre si.

 

Mesmo restringindo o campo às artes visuais, existem diversas categorias de objetos de diferentes escalas, usos e técnicas. Pode considerar-se uma obra de arte uma cidade inteira, mas também as gravuras que ornamentam as páginas de um livro. 

 

Talvez na arquitetura, na pintura e na escultura, prevaleça o momento ideativo ou inventivo; e no artesanato é o momento executivo ou mecânico que mais interessa - mas trata-se de uma distinção válida apenas para as culturas que a estabeleceram.

 

O conceito de arte não define, assim categorias de coisas mas um tipo de valor - este está sempre ligado ao trabalho humano e às suas técnicas e indica o resultado de uma relação entre uma atividade mental e uma atividade operacional. 

 

Ora o valor artístico de um objeto evidencia-se na sua configuração visível / forma. E por isso, a forma da arte é sempre qualquer coisa que é dada a perceber, pois uma consciência colhe o seu significado e é a consciência que a recebe e que julga a obra como sendo arte. 

 

'Portanto, a história da arte não é tanto uma história de coisas como uma história de juízos de valor. Na medida em que toda a história é uma história de valores, ainda que ligados ou inerentes a factos, o contributo da história da arte para a história da civilização é fundamental e indispensável.' , G. C. Argan

 

Ana Ruepp