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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

ATENA

 

Atena

Virgem que por sémen jogado à terra

Lhe nasce filho

Que por seu espírito guerreiro

Nenhum herói se revelaria cambaleante pelo esforço

Antes todos os reforços lhe chegavam

Vindos dos imponentes apelos às forças da natureza

Anunciadas por ela

Poderosíssima Atena!

Deusa guardiã da cidade que é o peito de cada um

Ávida no querer ouvir mais sobre as vitórias

No aproximar-se aos seus adversários que recuavam frouxos

E sempre as oliveiras

Suas escravas nos preparativos às vestes de guerra

Eram testemunho de que combatia a pé

Guardando as quadrigas

Para os regressos das batalhas que lhe aprisionavam

As lágrimas

Atena

Triunfo de uma casta

Que nunca demorou a auxiliar-se

Trocando consigo mesma as novidades favoráveis que trazia

Assim se recompensando em sabedoria e estratégia e arte

Numa quase perigosa agudez de espírito

Mas de uma determinação invulgar

Oferecendo peito e olhos ao seu ideal:

Atenas

 

M. Teresa Bracinha Vieira

Agosto 2014