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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

CRÓNICA DA CULTURA

 

Perdeu-se a leveza da inocência?

 

Germinaram milhares de anos feitos jardineiros em muitos raciocínios e sem qualquer remédio para responsabilizar a inocência que se entregou ao conflito de um influxo vindo de muitos Eu.

 

Combina-se de nós para nós alcançar a cada passo um contorno de mundo onde as árvores não abdiquem da vida e, sem que entendamos que neles, nesses contornos de mundo, a possibilidade da inocência ter partido seja real e longínqua a sua leveza.

 

Empenham-se os homens na previsão profunda dos seus destinos e esforçam-se por ver nas carapaças das tartarugas as fissuras que lhes confirmem que ainda possuem em si a tão ansiada leveza da inocência. Aquela que lhes apagará o donde são oriundos tantas vezes.

 

Abre-se então uma carta e cai-se num sono fundo para acordarmos perplexos e jubilosos. O que era ingénuo e leve superou a frágil ligação à hora da aceitação da condição humana.

 

Volta-se à natureza. Espiamo-nos e perguntamo-nos qual teria sido o caminho tomado. Evitamo-lo. E é inútil que o façamos.

 

Teresa Bracinha Vieira

Julho 2017