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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LONDON LETTERS

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The Greek fire, 2015

É Oxi, Nein, Não, No. Os gregos rejeitam os termos do novo resgate financeiro em referendo histórico que diz da tragédia helénica e ainda da farsa europeia. Andamos nisto há cinco anos.

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A moderada reação da City à ruína do South confirma o detalhe político no plano de sanitarização em torno da rebelde Athens. Mas o cerco tem vítimas além do risco da Grexit crescer e as bolsas tremerem. O dano maior consiste no facto de a ideia do pós-guerra de uma collaborative Europe estar a morrer em mãos insensatas. Pior: com esta cairá um dos dois pilares da NATO e da segurança ocidental! — Chérie, il n'est pire aveugle que celui qui ne veut pas voir! Passam 10 anos sobre o London 7/7 em reino sob alerta crítico de ameaça terrorista. O Chancellor George Osborne apresenta o 2015 Tory Budget em Westminster, com atenções centradas nos novos cortes no assistencialismo e nos impostos. — Hmm. Two wrongs don't make a right. Batalha de titãs também em Wimbledon, com Mr Andy Murray a disputar a segunda semana dos jogos. Sandringham acolhe o batismo da Princess Charlotte of Cambridge.

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Summertime within paradoxical hectic days. Uma volta pelos jornais europeus e percebe-se o quanto as elites estão incomodadas com o desesperado «não mais» da Hellenic Republic. Não por acaso temem o contágio político; não o seu risco monetário. O tom comum da Press é que os gregos desafiam Die Deutsch Europa. Mesmo os céus quase votam neste jogo de alto risco e Berlin vive a lightening stormy night, escrevem nas diversas línguas da neo Babel. Ora, a decisão 61,3-38,7% no #Greferendum tem o seu quê perigoso. A lembrar uma frase do bósnio que acende o rastilho da First World War – Antes morrer de pé que viver de joelhos. A memória histórica pesa pouco, todavia, na Merkellande de que os eurocéticos de todas as cores atestam agora não temerem sair. Afinal, invocando a pena fina de Mr William Hazlitt, que significado terão Verdun-sur-Meuse, Passchendaele ou Somme para os nossos doutos eurodecisores de hoje!?

Caso o senso regresse a Brussels e a Athens talvez, quiçá, tais ilustres e ilustrados possam realizar real negociations. Caso contrário, vacilante na bússola, a Eurozone progredirá na terra incognita de que amiúde fala Mr Mario Draghi no European Central Bank. Por outras palavras, lavrando an impossible situation. Se por cá se questionam sobretudo os modos de uma cada vez mais provável Grexit.it, a par dos efeitos numa eventual Brexit.irl, pergunto-me o porquê desta fuga do futuro nas chancelarias continentais. Qualquer que seja o cenário para o qual tendam o/as senhores/as do Euro, aquém Channel, tomam-se previdências cautelares na City e arredores. Justamente quando aos pés das Balkans, na sensível encruzilhada entre Europe, Asia e Africa, o fogoso Mr Yanis Varoufakis apresenta a sua demissão de ministro das finanças do país que um jornal berlinense hoje mesmo rotula como Das zerissene Land

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Provando a distraídos que as bandeiras possuem a deep symbolism, os US envolvem os (perdi-lhes-a-conta) candidatos à White House numa vivíssima discussão sobre se o estandarte da Confederacy deve estar, ou não, num museu, decorridos 150 anos sobre a American Civil War ganha pelas forças nortistas do republicano President Abraham Lincoln. Na green and pleasant land de Blake, o fio dos dias é outro. Em vésperas do sempre colorido debate orçamental na House of Commons, um sorridente casal passeia com os filhos em Sandringham até St Mary Magdalene. A igreja recebe uma cerimónia privada, com 21 official guests que incluem a Queen e os Prince Philip, Charles, William e George entre outros. Todos, discretamente, celebram o batismo da 9-week old Princess Charlotte Elizabeth Diana of Cambridge. — Well! Method is essential for knowledge and for life.

 

St James, 6th June

Very sincerely yours,

V.