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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LUÍSA DACOSTA – EDUCAÇÃO E JUSTIÇA

Por Guilherme d’Oliveira Martins

Luísa Dacosta (1927-2015)

Luísa Dacosta (1927-2015) era uma militante da educação, da escrita e da dignidade humana.
Encontrei-a primeiro na escrita, incisiva, clara sentida. Lembramo-nos do livro inaugural «Província» (1955) com ilustrações de Carlos Botelho. Depois conheci-a melhor como educadora, como apaixonada da aprendizagem dos mais jovens. Lembro-me do seu entusiasmo na cooperativa Árvore a falar-me da sua paixão de sempre – escrever para ir ao encontro dos outros, para sensibilizar, para motivar, para dizer como vale a pena a vida.
Nunca esqueceu como as mulheres de A-Ver-o-Mar a ensinaram a lutar contra a injustiça, a indiferença e o sofrimento.
Desde muito jovem Luísa Dacosta considerou que a escrita era um modo de lutar contra as injustiças e a indiferença. Para si a esperança obriga a combater, a denunciar, a compreender que temos de ter os olhos abertos para ver os outros que sofrem e precisam do nosso cuidado e da nossa atenção. A isso chamava responsabilidade.
Para si o diálogo com os alunos era fundamental. Quantas vezes, quando saía da sala de aula, dizia que era ela quem mais tinha aprendido.
Cronista, romancista, contista, foi sobretudo uma cidadã educadora que as Correntes d’Escritas homenagearam em 2011 e que recebeu o Prémio Vergílio Ferreira.
Além de tudo o mais era uma apaixonada por Portugal e pela nossa cultura, sobre a qual escreveu páginas inesquecíveis.