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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

PORVENTURA VERSOS

21.

Porventura versos 21.JPG


Não quero os leves lemes

Dos outros que se partem

Em mil pedacitos

De por dentro serem secos ou podres

Não quero

O grandemente dado por certo

Que não é sequer um carinho

Quanto mais amor de alguém

Não quero estes seres sem sinal

De qualquer réstia vital

Para além das invejas e posses

Propriedades, teatros, abutres

Reinos sem qualidade, ajuntamento

De sentires, cheiros de mau pescado

Almoços fartos de mentires

Temperados por obediências cobardes

Deus ! que há muito que não quero

O que por perto ainda gira numa ira

De carrossel desatinado, tonto e tão enfartado

Que morre pedindo emprestada a morte

De outro semelhante ou igual

 

Teresa Bracinha Vieira

2015