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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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PORVENTURA VERSOS

24.

porventura versos 24.jpg


Quando me chamaste amor

Tinha ganho a guerra a própria morte

Da saudade

 

Não pude ouvir-te

No tom que usaste

Por te não saber no ainda

 

Meu tempo fora um tanger

Minuciosamente anotado

É certo

 

Mas nunca ancorado

Pois teu vagar não me bastara

E tu

 

Quando me chamaste

Nunca leras a repetida notícia

Que perguntava onde moraria

 

Aquele que diligente não fora

E se fazia

Terra, clima, região e beijo

 

Agora

Áureo, talvez, e já sem freio

 

Onde as ondas jazem

Desenganos 

 

Teresa Bracinha Vieira

2015