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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

SEGREDO ABERTO

 

Olhei e vi

O que não gostei

E de mim não perdoei

O que noutros

Encontrei

Igual

 

Todos julgam

Julgar o que não julgam

Julgando

 

Apartam-se do similar ou diverso

Como se a diferença

Em profundidade

Existisse

 

Pobres somos

Pois todos tão perto

Do lago

Onde morreremos

Num afogamento

Trôpego e heroico e nada

Só agua

 

Que enfim é mesmo

Uma realidade

Verdade da natureza

Daquela que tudo sabe

 

E nós

Nem do amor

Fábula

Máscara

Conhecemos caminho

 

Tu

Só tu

Só eu

Só lágrimas unidas

Um dia

 

Quando a bater

O coração parou

Na direção

Da estrada esperançada

Que ainda não nos

Reconheceu

 

E ainda assim 

 

Bate, bate na minha alma

Um nascimento

 

Poesia

 

 

Teresa Bracinha Vieira

Janeiro 2018