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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

CLAUDE ROYET-JOURNOUD

 

Claude Royet-Journoud nasceu em 1941 em Lyon. A legendária revista Siècles à main lhe devemos entre muitas dívidas como as de ser um tradutor excelente de George Oppen ou ter publicado Louis Zukofsky.

 

Claude tem livros traduzidos em grego, espanhol, dinamarquês, inglês e português. Em 1991 publica uma outra antologia em colaboração com Emmanuel Hocquard, referimo-nos a Un Bureau sur l’Atlantique. Em 1984 já tinha surgido pela Gallimard Les Objects contiennent l’infini por entre as suas inúmeras publicações. A Relógio d’Água apoiada pelos Serviços Culturais da Embaixada de França em Portugal e pela Direção do Livro do Ministério da Cultura francês, publica em 1993 o livro Sud-Express – Poesia Francesa de Hoje, sob a coordenação de Guilhermina Jorge, Jean-Pierre Léger e Etienne Rabaté. Deste livro retiramos uma sempre excelente tradução de Pedro Tamen a poema de Claude Royet-Journoud de Les Objects contiennent l’infini

 

a gaze coloca-se na boca

«destaca-se da fábula»

 

se fala no meio da imagem

 

O frio bloqueia as articulações

comércio

dos objetos da memória

                                   

                                     mesmo junto do acontecimento

                                     ela faz-lhes as vezes de alfabeto

 

Diria que desta poesia se evoca a concavidade de um abraço acolhedor do futuro de um homem que procura e sabe já o que quer. Não se sabe o que resultará daí, mas tudo anda perto de um universo em desordem quando outro regaço se não quer. A amante surge sempre como aquela que aprisiona o trovador cativo. Esta amante será sempre o pensamento dentro do turbante que se desenrola ao longo da escrita de Claude Royet-Journoud.

 

Teresa Bracinha Vieira