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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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VINICIUS DE MORAES

 

POÉTICA (II)

 

Com as lágrimas do tempo

E a cal do meu dia

Eu fiz o cimento

Da minha poesia.

 

E na perspectiva

Da vida futura

Ergui em carne viva

Sua arquitectura

 

Não sei bem se é casa

Se é torre ou se é templo:

( Um templo sem Deus)

 

Mas é grande e clara

Pertence ao seu tempo

- Entrai, irmãos meus !

                                                                                                    Rio, 1960

 

Teresa Vieira

Sec. XX