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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LONDON LETTERS

IV. Back to Parliament


O cínico teria talvez reagido de uma outra maneira. E o político de tempos mais honestos também. − Mais non, la barbe! Sabendo do iceberg económico que por aí anda, as Tory hard lines exigem ao Premier a true sense of purpose e mais que uma regeneração nacional à moda de Vichy France. Logo, hélas: querem um PM com big policy decisions e em funções diversas das de chambermaid da coligação bipartidária. O desafio é feio – como que entre Mrs Thatcher e o Maréchal Pétain. Ao tremor da English country house, porém, responde Mr David Cameron com ameaça de fogo posto nos negócios aeroportuários de West London. − Hmm, nice. Uma remodelação governamental disputa as atenções em concurso com os esplendorosos K blade runners nos Paralympics Games. A Imprensa tonifica a dinâmica ins & outs. A natureza do algoritmo aclara: ambiguity + friends & patrons. Timoratos, descontentes e apoiantes silenciam-se. The showbiz must go on. 


Muito obrigada pelas roldana petasitis, que formoseiam o little garden. Os London days estão já outonais. Por isso, inelutavelmente, mais curtos e imprevisíveis. Sun here, rain there and, a little bit foggy everywhere! Um susto acompanha as leituras da manhã. Tories at war over Heathrow! No continente, com os inspetores a rondar a dieta espartana das periferias, Frau Merkel recria a pilotagem evasiva no Eurozone Draghi-deciding game. Duvidando do quão débil está a economia e mal a vida das gentes, algumas elites discutem o MO e lembram malfeitores antes de assaltar o banco em filme de Woody Allen. Além Atlântico, going, going, gone... to Pennsylvania Avenue. O LRB informa da convenção republicana: “Poor Mitt.” Anne Romney esteve bem no apoio ao marido, apesar do ‘Isaac W. Bush;’ mas o milionário viu-se embrulhado entre o hawky speech de Condoleezza Rize e a mumbled sitcom de Clint Eastwood. Já a well-oiled Democratic machine mostra o good William e o friendly Joey a par da volcanic Michelle e do cool Barack Obama. A Siriana prossegue desalmada no Norte de África. Nos Alpes mata-se.

 


Now, framing the Nation. Na land of opportunity disse um dia Martin Luther King: “I am a man.” Na land of hope, Mr Cameron propõe tristíssima versão alternativa: “I am not a mouse.” É de chamar Emily Dickinson, senão Primo Levy, let it be admitted! Dave, trato que prefere para exasperação do Standpoint, incomoda – na dignitas, gravitas e auctoritas. Salvo a Philippe Pétain, decerto, cuja chère France dispensava intelecto. Pois o Premier é abrasivamente confrontado nas páginas do Telegraph sobre a sua decisiveness. Pergunta Rt Hon Tim Yeo MP: “[T]he Prime Minister must ask himself whether he is man or mouse. His place in history is assured as the leader who made the Tories (nearly) electable again (…). But does he want to be another Harold Macmillan, presiding over a dignified slide towards insignificance?” O Rt Hon Brian Binley MP aprofunda o debate: "It is time for the PM to put the country before the political needs of the coalition, and deliver policies that will create prosperity". O Treasurer of the 1922 Committee (for Tory members of parliament outside government) especifica os termos: "The country needs a full-time Prime Minister and not a chambermaid for a marginal, irrelevant pressure group."

 


So, under pressure... create calm! Não, no atual mindset. Sim, reshuffle − que Lampedusa é universal como Shakespeare. A análise dos protagonistas e do papel do Premier no sistema de Westminster revela um peculiar Downing Street Blues. A história destaca os game-changers como Mr Attlee ou Mrs Thatcher, mas são estes quem deixa atrás de si the troubled legacies. Tal como Mr Peel ou Mr Disraeli, mexem na calibragem dos three estates of Crown, Lords and Commons. Isto exige. Ora, any gentleman/gentlewoman knows, a reliable head butler is hard to be made – is intrinsically different of a valet or a chambermaid.

St James, 11th September

Very sincerely yours,

V.

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