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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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LONDON LETTERS

William Shakespeare, 1564-1616

 

A coincidência do dia é distintiva. Master William Shakespeare of New Place parte no mesmo dia em que chegara ao mundo: 23rd April. A ida e a vinda têm lugar em Stratford-Upon-Avon, em Warwickshire, nas West Midlands, embora larga parcela da existência seja vivida em London. Se sobre o nascimento escreve que o choro inicial teve razão de ser, porque chegado a “imenso cenário de dementes”, já à partida deixa três folhas legais com o testamento. ‒ Un document le plus intéressant. Os National Archives revisitaram agora o famoso documento assinado por Wllm Shackspeare em vésperas da passagem à eternidade. – Where there is a will, there is a way! Aqui entrega a alma “into the hands of god my Creator” e destina o melhor dos bens em “lawful English Money” às filhas, Susanna Hall e Judith, e a “second-best bed” à esposa, Anie Hathaway. E nisto haverá o seu quê de filosófico, por certo.


Surrounded by geniuses, let us talk about a genuinely one
. Escrever sobre Master William S tem sempre algo de ousado. O homem é o bardo da pátria, aquele cujas personagens evidenciam traços com os quais lemos a diária envolvente ‒ o cético Príncipe Hamlet, o espirituoso Lord Falstaff, o malévolo Iago ou o nobre Brutus... Apaixonado observador, ele é um radical espelho da natureza. Daí o interesse que o lado prosaico da sua vida ainda suscita, aquém dos escritos. Os arquivos nacionais comemoram este ano a vida do autor com a divulgação, transcrição e atualização do testamentum datado do “Annoque Domini 1616”, redigido um mês antes do falecimento e depositado no Prerrogative Court, aonde “ours pleasant Willy” simplesmente se consagra aos seus.

 

 

A entrada no olimpo patriótico é um morosíssimo processo. Após a morte, o escritor e ator da Lord Chamberlain’s Men Company desaparece de cena durante quase um século. Muitos continuam a lê-lo, com John Milton ou John Dryden a admirá-lo, apesar de François-Marie Arouet, aka Voltaire por anagrama do nome de um admirador da “English parliamentary sovereignty”, comparar Hamlet ao trabalho de um selvagem embriagado. Já von Goethe estabelece a aura de génio literário e Samuel Coleridge ou Karl Schlegel revivificam a imaginação shakespeareana enquanto ecoam o seu mágico encanto, senso e humor. No nosso tempo, alheio à school of ressentment, que a há, Mr Harold Bloom considera que com as obras de Master Will entramos num microcosmos tão característico quanto assistíssemos à invention of the Human. Nem menos ou diferente, em elogio sem paralelo, dada a influência moral alcançado pelo autor. Aliás, conjunto e exceção dizem do grau de admiração na bardolatry.

 

 

O UK despediu-se da Baroness Margaret Thatcher em funeral procession com altas honras militares e The Union Flag, HRM The Queen e o Duke Philip of Edinburgh presentes na cerimónia de St Paul’s Cathedral, distinção só antes recebida em 1965 por Sir Winston Churchill. A saudação à symbolic Person celebra a sua vida e trabalho, dedicação e singular dignidade, começando o decurso de santificação em Westminster que só o tempo selará. Em November 12, 1940, na House of Commons, face a plenário dividido e em circunstâncias muitíssimo especiais, afirma WSC: “The only guide to man is his conscience; the only shield to his memory is the rectitude and sincerity of his actions. It is very imprudent to walk through life without this shield, because we are so often mocked by the failure of our hopes and the upsetting of our calculations; but with this shield, however the fates may play, we march always in the ranks of honor”. – The history goes.

 

St James, 23rd April

 

Very sincerely yours,

 

V.

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