(de 14 a 2 de Julho de 2008)
“A Oposição Católica ao Estado Novo – 1958-1974” de João Miguel Almeida (Edições Nelson de Matos, 2008) é um repositório de grande interesse sobre uma das componentes fundamentais (a político-religiosa) do fim do regime anterior. Como dizia há dias, no debate sobre o livro que teve lugar no CNC, sob organização do Centro de Reflexão Cristã, o Arquitecto Nuno Teotónio Pereira, se é verdade que não podemos esquecer os opositores de sempre, o certo é que o surgimento de uma oposição católica nos anos cinquenta alterou de modo significativo o estado de coisas político do momento. A “frente nacional” em que se baseava o Estado Novo precisava do apoio claro quer das Forças Armadas quer da Igreja. E em 1958 (há cinquenta anos!) o que aconteceu foi que surgiram duas brechas de tomo nessas duas instituições, que começaram a pôr em causa as bases do salazarismo – por um lado a candidatura de Humberto Delgado e por outro a chamada carta (ou “pro memoria”) do Bispo do Porto ao Presidente do Conselho.
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Esta sugestão de Guilherme d'Oliveira Martins na Renascença