PITÁGORAS
Os seres racionais dividem-se em deuses, homens e seres como Pitágoras.
Aristóteles
A ilha grega de Samos viu nascer Pitágoras por volta de 580 a.C.
Os seus estudos de juventude iniciaram-se sob tutela do filósofo Ferecídio, discípulo de Tales de Mileto, este de ascendência fenícia e fundador da Escola Jónica. Nesta escola de filosofia grega, soltava-se o caminho de onde se saía da natureza para se investigarem todos os primeiros princípios, e por entre eles, matéria e espirito seriam unidade indestrinçável.
Mais tarde o Egipto e a Babilónia trouxeram a Pitágoras o contacto com matemáticos. No sul da Itália fundaria a Escola Pitagóricacujo lema “ O número é tudo” faria correr os pitagóricos na justificação de que também pela matemática as questões práticas e teóricas da vida do homem podem ser explicadas.
Pitágoras, um mundo, por onde o teorema constitui uma relação matemática que evolui dentro da geometria e da filosofia, amplíssimas no espaço a que se podem dedicar na procura da resposta para a existência.
A grandeza incomensurável do pensamento de Pitágoras leva-nos a reconhecer, o quanto este grande sábio grego a todos inicia, numa excelsa sabedoria, ou não fosse princípio da Escola que fundara que, todos os conhecimentos deveriam ser considerados como adquiridos em comum.
Onde estás(…) ? Não posso ver-te. Temo muito que já tenha deixado o mundo (…) comprovas agora, que os deuses e os mitos são tão verídicos como o mundo?(…) não me respondas. Lá onde as balanças e os pesos desaparecem.
Pitágoras chegou a esse lado atemporal da existência.
Assim li pela escrita de Benigno Morilla, estudioso do pensamento clássico, no seu livro “Pitágoras – O filho do silêncio.”
E a palavra geo é o mesmo que terra e metria o mesmo que medir e o homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos, ensina-nos Pitágoras numa peça fundamental do raciocínio em harmonia entre a criação e a existência e o número.
E no pouco que vamos sabendo face ao muito que o questiona, cada coisa e sua essência têm os seus opostos e a sua harmonia musical, se o equilíbrio for encontrado.
Hoje, tarde de final de sábado, a aprendizagem, uma vez mais, foi músculo sofrido e exposto à modéstia suficiente que, tão só face a uma leitura de novela filosófica, faz surgir a confirmação, do quanto o tempo é breve, e os deuses nem sempre presentes nos deixam à boca da partida a pronunciar umas palavras dirigidas à Vida.
Por isto vi um palácio cuja entrada era a fronte de uma leoa que me dizia:
- Amanhã, a tua vida é outra aprendiza de força solar. Tu e ela até ao último segundo saram feridas do mundo velho, e o cósmico essencial também repousará na tua mão.
Teresa Vieira

