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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

MARGUERITE

 

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Quando se finge ignorar o que se aguarda

Quando se nasce assim e se é deste planeta

A promessa total a que se entrega

É de uma infinita página em branco

Onde a vida escreverá ou não a traição ao sonho

A farsa

Qual desafio, a quem atire a primeira pedra.

 

Mas à hora em que mais tempo

Seria demora à morte que viria atónita

É esta a estrela, as asas, o impulso

É acima de tudo o medo de perder-te

 

E assim te digo de máscara de Veneza posta

No meu rosto em pranto:

Não leves muito a sério

O que te diz a memória da música

Não obstante tanto

Que para ti cantei ao teu desejo

Pois quem te disse que eu não sei que fui ficção

E que a ela me desejei parecer eterna e nua

Enrolada em vermelha seda, minha rival.

 

Enfim

Provei-te que no vazio

O amor se acalmou por um instante

 

Sou Marguerite!

Agora

 

Já bastou como morada

Quatro dias ou sessenta anos

Acompanhar-me-ão.

 

 

Teresa Bracinha Vieira

Janeiro 2015