CRÓNICA DA CULTURA
A cor é a bússola da pergunta
Também nos habituamos a não prescindir do arado para melhor adequação da pergunta à terra onde busca.
Também se encontram respostas em insignificantes registos antes da invenção dos caminhos da procura.
A impalpável geografia do espaço do ar, diz-nos que tudo é o que é, na ausência e na presença do processo que tem a vantagem fundamental de se saber aproximar da suculenta diversidade.
Afinal, tudo pode querer dizer novas possibilidades e projeto de as aproveitar em nós com o outro.
Afinal, espera-se dia após dia, e as diferenças não acontecem substantivamente nos acontecimentos anunciados por cada um dentro de si. A dissemelhança acaba aí: cada um apaziguado consigo em razões do que não aconteceu ou do que só de si para si interpretou e sentiu.
Em todos os mundos – e não muitos o sabem - o grande nicho ecológico do pensar e do sentir comunica connosco através de uma fala mensageira, uma fala sem início, mas presente e tão junta a nós, que connosco nasce e connosco se desenvolve e sem nós resta depois da partida.
E isto há muito que começou a não me ser estranho.
E logo, de novo, minha bússola que roda, quem?
Why do I want to know? Viajante, ó outra cor!
Teresa Bracinha Vieira