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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

CRÓNICA DA CULTURA

  


«Nous ne pouvons plus rien aimer, rien estimer, qui ait la marque de la soumission», afirmou Bataille!

E Sophia:

«Apesar das ruínas e da morte,

Onde sempre acabou cada ilusão,

A força dos meus sonhos é tão forte,

Que de tudo renasce a exaltação

E nunca as minhas mãos ficam vazias»

E Vaclav Havel:

«A verdade e o amor devem prevalecer sobre as mentiras e o ódio». Esta a sua máxima e sempre um coração acompanhava a sua assinatura»

E sempre se perguntou:

E se os teus dedos tocarem o que os teus olhos não viram? Como interpretas?

E se alcançares o grande heroísmo que na guerra nunca atingirias? Como interpretas?

E se a faúlha nunca te abandonar e fores capaz de percorrer a geografia e a antropologia dos povos e o teu pretexto tiver vida própria, por muito condenado que esteja à clandestinidade?

Continua uma batalha em curso pela alma do mundo, e se nela há esperança, é porque há força criativa e revolta contra a ofensa à dignidade do ser humano na defesa da própria ideia de verdade enquanto significado da primazia dos factos.

Como é possível que quem acumula qualquer modo de poder desprezando os direitos humanos, se afirma falar em nome das massas? Os gabinetes dos donos do mundo estão apartados das necessidades das pessoas comuns, é sabido, e ainda deles se reclama a chamada “única palavra”?

Quem não prestou atenção a tudo isto? 

E o que se sabe das fantasias compensadas pela ignorância, quando um génio da sorte libertado por uma garrafa, por uma cautela, pela negociação de promessas, nos concede desejos instantâneos, tudo capturando no seu interior?

Quem não acordou para a realidade de sermos uma só espécie inconclusa?

Enfim, cabe-nos, no que dizemos e como agimos, galvanizar o alerta ao fanatismo, à intimidação, ao ódio, aos monstros, a fim de que nos ofereçamos a nos interpor às forças desencadeadas contra nós, e que o deixemos claro: por escrito, por leitura, por posto de trabalho, por família, por amor, por vida!

We shall not be moved

 

Teresa Bracinha Vieira