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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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A VIDA DOS LIVROS, por Guilherme d' Oliveira Martins


(de 17 a 23 de Novembro de 2008)
 

 

“Correspondência, volume I, Cartas a Alberto Sampaio”, com organização, introdução e notas de Emília Nóvoa Faria e António Martins (Campo das Letras, 2008) é uma obra que nos revela, através dos seus amigos (já que só no volume II o teremos na primeira pessoa) a personalidade multifacetada de Alberto Sampaio, uma das figuras menos conhecidas da sua Geração, mas nem por isso de pouca importância. Alberto Sampaio (1841-1980), que nasceu em Guimarães e morreu na sua quinta de Boamense (em Vila Nova de Famalicão), singularizou-se como um dos criadores da moderna historiografia económica portuguesa. Escreveu “As Vilas do Norte de Portugal” e “Póvoas Marítimas do Norte de Portugal” (in “Estudos Históricos e Económicos”, 1923), obras ainda de leitura indispensável para conhecer as raízes portuguesas e a razão de ser da evolução do povoamento do território.

 


Quinta de Boamense onde morreu Alberto Sampaio (Cabeçudos, Famalicão)

 

UMA VELHA AMIZADE COM ANTERO
Alberto Sampaio e o seu irmão José conheceram Antero de Quental na Universidade de Coimbra e desde então se estabeleceu uma forte amizade que perduraria para além da morte do poeta micaelense, uma vez que a admiração e o culto prolongaram-se até ao fim da vida. Numa carta a Antero de 1866, Sampaio diz: “de todos os meus amigos parece-me que a nenhum escrevo nesta hora com tão bom ânimo como a ti, porque a nenhum deixo num estado de espírito que me inspire tanta confiança e em circunstância dentro e fora de si que tanto auxiliem”. E o certo é que este estado de espírito vamos encontrá-lo sempre, como uma constante, nesta epistolografia que faz um retrato muito interessante de uma geração intelectual das mais influentes na nossa história cultural. Sentimos os diversos interlocutores destes diálogos com Alberto Sampaio como se eles estivessem vivos e podemos imaginar o que foi a sua vida real, o que foram as suas preocupações e como se relacionavam. Nesse sentido, o critério usado pelos organizadores parece-nos feliz, uma vez que, agrupando as cartas pelos diferentes autores, podemos seguir os temas e as preocupações, o que facilita a compreensão das missivas. E quando tivermos o volume das Cartas de Alberto Sampaio será mais fácil reconstitur o diálogo e de entender o respectivo sentido geral.

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Guilherme d' Oliveira Martins

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