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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

A NÃO ANTIQUÍSSIMA VIDA

 

Eis a morte sempre inclusa em sórdidos locais onde e aonde
permitimos  que se não nidifique o viver 

No Iémen ou noutro armazém faminto de aterradores sofreres só a finitude arrastada para lá e para cá nas nossas vidas
indica quanto o inesgotável direito à vida ficou por viver

sem que cada um de nós assumisse a data de início com a qual se comprometeu à promessa da carta que

com os nossos cumprimentos e preocupações para trás e para a frente ficou sem resposta ou a falta de vida no destino não fosse muda

sendo certo que em breve nada teremos a dizer nem sequer haverá nada para decifrar entre linhas no correio sem remetente de penas perdidas

e tanto direito de posse e de poder têm até os deuses que nas suas mãos deixamos a resposta a este esgar

mera lembrança de olhar

 

após o que

como se nada acontecido ou as guerras nem fossem empresas acesas

ou nós nem predadores da pobreza

não estivéssemos todos ateados por negligência

quando o corpo do vizinho é pasto de várias chamas abertas

onde não mora o dinheiro

 

já que este se aquartelou no quê e justificou o porquê

 

ó amor nosso de cada dia

que hora tardia em que se revela a ruína dos seres

como um regresso essencial a nada se salvar

hoje

ou sempre

 

traço a traço a juros de um demónio

que sempre fará colapsar antes da meta

a quem

 

Teresa Bracinha Vieira