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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

ALEXANDRE O´NEILL

 

DIÁRIO DE AGOSTO (XIV) - 14 de agosto de 2017

 

Alexandre O´Neill é um dos grandes poetas portugueses de sempre. A sua obra é inesgotável. Cada palavra é ideia e é festa... Foi um dos grandes amigos de António Alçada e mantiveram sempre esse afeto, por nunca se levarem demasiado a sério.
Hoje escolhemos dois belos e enigmáticos poemas. O primeiro sobre a misteriosa palavra já:

«Já não é hoje? / Não é aquioje? / Já foi ontem? / Será amanhã? / Já quandonde foi? / Quandonde será? / Eu queria um jazinho que fosse / aqui já / tuoje, aqui já...»

O segundo foi imortalizado por Amália – e Adriana Calcanhoto lembra-o! É sobre uma minuciosa formiga! A fábula reinventada!

«Minuciosa formiga / não tem que se lhe diga: / leva a sua palhinha / asinha, asinha. / Assim devera eu ser / e não esta cigarra que se põe a cantar / e me deita a perder / Assim devera eu ser: / de patinha no chão / formiguinha ao trabalho e ao tostão. / Assim devera eu ser / Se não fosse não querer...».

 

 

DIÁRIO DE AGOSTO

por Guilherme d'Oliveira Martins