CRÓNICA DA CULTURA
Uma esperança é algo que se passa no presente e prova que já estamos a viver uma coisa melhor
“The Dynamic Eye”
A proposta é a de que talvez possamos deitar mão de uma realidade que compreenda o que está completo e em aberto ao mesmo tempo.
Nada é idílico. Tudo sai de tudo, mas é preciso ver o que sai de importante quando há desejo, e esse desejo inclui a liberdade e a imaginação.
Os movimentos de superestruturas e o dos grupúsculos que se querem fazer passar por mundo, não são desejos enquanto elementos culturais – o próprio entendimento da sexualidade, a liberdade, a misericórdia, a empatia, o cumprimento do melhor e mais justo bem-estar, sim, são desejos, trazem novas realidades que acossam o que a maioria desejaria viver.
Por aí um caminho!
Um caminho dificílimo que só um bom violino sabe tocar.
E os políticos saberão que um bom violino escapa a qualquer IA?
E se aproveitarmos as reflexões quando tudo pode estar num aberto que não estamos a ver, e do qual não estamos a valer-nos no tempo certo para uma remodelação que arrisque propostas?
Propostas de se viver com menos mitos e menos dogmas e com a possibilidade de mais realidades incodificáveis que não tenham no dinheiro o discurso paranóico da obediência?
E nada resulta no idílico, mas pode-se fazer ainda imensas coisas que noutras situações não estávamos suficientemente atentos e motivados para compreender a sua urgência.
O tempo não é o das gentes se deixarem abafar, nem é tempo de nos deixarmos aborrecermos com tudo.
Que tal operar uma descontinuidade no que de facto estava errado?
Que tal acarinhar o que de facto estava a melhorar as condições de vida dos povos?
Que tal as magias serem uma especial atenção para as realidades-evidência que tanto expõem o quanto há que melhorar face à infelicidade dos mundos dos gritos e dos silêncios?
Por aí um caminho!
Um caminho dificílimo que só um bom violino sabe tocar.
E os políticos saberão que um bom violino escapa a qualquer IA?
Teresa Bracinha Vieira