CRÓNICA DA CULTURA
É do nosso sentir criar Natais não desligados do humano
Liguemo-nos, pois, à estrela!
É do nosso sentir o quanto um plano alimentar em cadeia pelo mundo seria a grande conexão por onde se estabeleceria uma verdade e, por aí, um princípio da celebração do nascer.
É do nosso sentir o dever de partilhar e de prestar.
É do nosso sentir que nada, no muito, funciona de forma isolada e que não podemos continuar a pactuar com os natais cegos e surdos à denúncia de todas as iniquidades.
É do nosso sentir saber que quem se sente excluído da vida digna não é a sua dor que quer ouvir, mas sim a voz de alguém tão vigilante, tão envergonhado, que, enfim, cumpra a promessa.
É do nosso sentir que a indiferença à desumanidade não torna nenhuma natureza digna.
É do nosso sentir que não se aguentará prolongar o viver como perdidos num mundo que não nos é fraternal, porque não somos seres da fraternidade, como no começo dos grandes solipsismos.
É do nosso sentir apaziguar a fome do amor.
Liguemo-nos, pois, à estrela!
Teresa Bracinha Vieira