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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Embora As Asas

 

Sim, haverá uma colmeia

E nela eu

Abelha

Na minha meia-noite

Numa plenitude de asas

Vou erguer-me

E vou

Parto da noite para o dia

Galgo o mel

E logo vejo

À beira do céu

A estrela azul

Ló onde

O tempo afinal

Entregue ao descanso

Das pedras tecidas com fio de seda e aço.

 

Não, não fui capaz de ser a ave branca

Aquela que flutua na espuma do mar

Meteoro de abelha enfim

Cera de vela

Apenas

Esperança, desejo ou medo

Tudo carmesim enquanto morre

Talvez

Mas sempre as crinas, os tumultuosos cascos

E os deuses, esses atentos e intemporais que somente eles

Não fecham os olhos 

 

Teresa Bracinha Vieira