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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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O CENTENÁRIO DE BERNARDO SANTARENO

 

Nesta alternativa entre referências a teatros/edifícios e teatro/dramaturgia/espetáculo, iniciamos hoje uma sequência de referências a Bernardo Santareno, nos exatos 100 anos do seu nascimento.

 

Importa de facto ter presente que António Martinho do Rosário, seu nome civil, nasceu em Santarém em 1920, cumprem-se pois 100 anos. Faleceu em Lisboa em 1980. E hoje é recordado e citado pelo pseudónimo de Bernardo Santareno. Pois já ninguém recorda o nome civil...    

 

Exerceu uma longa e qualificada atividade como escritor: e nesse vasto conjunto de obras, realça-se então a dramaturgia. De tal forma que bem se justifica uma análise vasta da sua obra, no que reporta em particular ao teatro.

 

Começamos então por constatar que o teatro de Santareno de certo modo está hoje esquecido – ou pelo menos não tem sido devidamente analisado. E no entanto, trata-se de uma obra dramática de larga variedade e ampla qualidade: um conjunto de 19 títulos, onde se concilia o sentido de espetáculo com a perspetiva de qualidade literária e com a evocação analítica de problemas pessoais, familiares e sociais.

 

Ora, neste conjunto dramático vasto e variado, justifica-se a referência a aspetos que o relacionam na sua criatividade literária e de espetáculo: o que não é fácil numa obra tão variada, e que se foi desenvolvendo a partir de 1957.

 

E desde já se saliente que o somatório de peças percorre estilos e fórmulas dramáticas que em si mesmas relacionam e valorizam o vasto conjunto dramático. Nesse aspeto aliás importa sublinhar a variedade de meios socioeconómicos e profissionais dramatizados, mas também, e talvez sobretudo a variedade e heterogeneidade da dramaturgia aqui analisada, tendo presente, entretanto, que algumas das peças elencadas foram divulgadas depois da morte de Santareno, o que de certo modo justificará uma análise algo reticente: quereria o autor divulgá-las tal como até nós chegaram?

 

Temos pois, publicadas depois da morte de Santareno: “Restos”,  “Monsanto”, “A Confissão” e “Vida Breve em Três Fotografias” num conjunto que ficou identificado como  “Os Marginais e a Revolução” publicado em 1967. Luis Francisco Rebello cita um inédito, “O Punho”.

 

E a essas peças podemos acrescentar três quadros de revista, intitulados “Os Vendedores da Esperança”, “A Guerra Santa” e “O Milagre das Lágrimas” que na nossa “História do Teatro Português” (2001) remontamos a 1974.

 

Em qualquer caso, podemos referir a relevância de Bernardo Santareno na renovação do teatro, como criação de textos, como intervenção da infraestrutura cultural e como análise crítica de fatores que marcam até hoje e sempre marcarão a História do Teatro Português e a História do Teatro em Portugal...

 

Voltaremos ao tema, pois a importância do dramaturgo Bernardo Santareno bem o justifica e exige.

 

E nesse sentido, veremos o que escreveu por exemplo Carlos Porto, no livro intitulado “O TEP e o Teatro em Portugal” a propósito da estreia de “A Promessa” pelo Teatro Experimental do Porto, por iniciativa de António Pedro.

 

E veremos mais detalhes!

 

DUARTE IVO CRUZ

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