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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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POEMA


Eu tenho um anjo de água que me desfaz os poemas-dor

 

Este meu anjo de água reescreve-me as lágrimas

A contra-coração

 

E quando sou medo logo vou ao ponto onde o sei

 

E na torrente que sempre me propõe

 

As cores balsâmicas

São as forças

Que me ateiam

 

Vindas do meu anjo de água-esmeralda

Meu anjo impalpável

 

No horizonte-tempo

Que me torna nítida

 

No exato momento em que o poema

Age

 

Ou amar não fosse

Desde tão antigamente

 

Disseste, olhando-me

 

 

Teresa Bracinha Vieira