POESIA
CONSCIÊNCIA PLENA
1.
Se não esqueceres a tua pura solidão
firme e calada
tu sozinha és
inteiramente o mundo
2.
E que alegria, que esquecimento das coisas,
neste fazer-me eu a mim mesma
leve
3.
São pássaros meus todos os sonhos
e com que imensas pressões se sentem suas brancuras.
Vou devagar que a menina de meu eu
não poderá seguir-me
4.
Morreu em flor,
mas não a chorem
não voltará em seu cavalo branco?
5.
Ela chegou a ser rainha,
rainha faustosa e sem visível sentido.
Dormia como uma ponte entre margens,
os sonhos passavam-lhe debaixo como as águas
e ela serena, pura do seu império infindo,
só se fazia acompanhar
de seu fundo e forte segredo
Teresa Bracinha Vieira