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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

POESIA

CONSCIÊNCIA PLENA 

  


1.
Se não esqueceres a tua pura solidão

firme e calada

tu sozinha és

inteiramente o mundo

2.

E que alegria, que esquecimento das coisas,

neste fazer-me eu a mim mesma

leve

3.

São pássaros meus todos os sonhos

e com que imensas pressões se sentem suas brancuras.

Vou devagar que a menina de meu eu

não poderá seguir-me

4.

Morreu em flor,

mas não a chorem

não voltará em seu cavalo branco?

5.

Ela chegou a ser rainha,

rainha faustosa e sem visível sentido.

Dormia como uma ponte entre margens,

os sonhos passavam-lhe debaixo como as águas

e ela serena, pura do seu império infindo,

só se fazia acompanhar

de seu fundo e forte segredo


Teresa Bracinha Vieira

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