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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

      Ofélia Queirós

14. DE FERNANDO PESSOA A OFÉLIA

 

         Ouve, meu bem: nesta noite adormeço

          mágoas muitas, as tuas e as minhas,

          e as que não ouves e sempre adivinhas,

          e as que sei tuas e não reconheço...

 

          E assim, é nosso amor frustrado feito

          de ditas e desditas, de perdões,

          de talvez sim, ou nunca, de ilusões, 

          de feridas perdidas cá no peito...

 

          Por muito sentir-te, já eu me sinto

          tão perdido em mim, que não sei se minto

          ao te escrever, Ofélia, que te quero...

 

          Apenas sei que sou poeta e estranho,

          que tudo em mim é pequeno e tamanho,

          mas implacável, fingidor e fero...


PS. Este é o nº 14 - visto que o O é a 14ª letra do nosso alfabeto. O nº 13 já "saiu", como estarão lembrados os leitores, há uns tempos atrás: era A JESUS.

 

Camilo Martins de Oliveira

 

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