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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

CRÓNICAS PLURICULTURAIS

 

37. “QUEM NASCE LAGARTIXA NÃO CHEGA A JACARÉ”

 

É um ditado popular, entre nós, impopular em países como os Estados Unidos, onde há uma cultura apologista do self made man.   

 

Mesmo em Portugal há “lagartixas” que chegaram a “jacarés”, como Amália Rodrigues, Eusébio e Cristiano Ronaldo. 

 

Há no provérbio uma insuficiência de utopia, magia, sentido crítico, querer e poder fazer coisas mais criativas, funcionais e pragmáticas.

 

Porque sempre lemos pouco, dir-se-á, asfixiando a criação, a invenção, as ideias, a investigação, a ciência. 

 

Sendo necessário regressar à leitura, não excluindo o paradigma das novas tecnologias.

 

Quiçá, dirão outros, pelo nexo de causalidade enclausurado entre o mar e Espanha, que tem peso, mas não exclui a importância do meio ambiente. 

 

Com a omissão do passado não é viável compreender e falar do presente.

 

Não devemos abdicar do passado em que exportávamos ideias, tecnologia, ciência, cultura.   

 

Daí que na Europa e história mundial estejamos bem representados no plano mental: navegadores, heróis, escritores, poetas, casamentos dinásticos, língua.

 

Mas não, hoje, no campo científico, da curiosidade, da invenção e investigação.   

 

Exportamos essencialmente coisas.

 

E não predominantemente ideias, patentes, tecnologia, ciência, cultura.

 

Há, assim, que inverter a lógica resignada e subserviente da pequenez endémica da “lagartixa”, sem espaço nem mentalidade.

 

07.02.2019
Joaquim Miguel de Morgado Patrício