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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

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ISLAMOFOBIA E CRISTIANOFOBIA

 

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emiratos Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a História, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como “uma nova página no diálogo entre Cristianismo e Islão”. É preciso ler e estudar o “Documento sobre a Fraternidade Humana”, então assinado por ele e pelo Grande Imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou Missa para 150.000 cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

 

Já de regresso ao Vaticano, na habitual conferência de imprensa no avião, um jornalista perguntou-lhe que “consequências terá também entre os católicos o Documento, considerando que há uma parte dos católicos que o acusam de deixar-se instrumentalizar pelos muçulmanos...” E Francisco: “E não só pelos muçulmanos... (riu-se). Acusam-me de me deixar instrumentalizar por todos, incluindo os jornalistas. É parte do trabalho, mas gostaria de dizer uma coisa. Do ponto de vista católico, o Documento não se separou nem um milímetro do Vaticano II, que até é citado várias vezes. Se alguém se sentir mal, eu compreendo-o, pois não é algo de todos os dias..., mas não é um passo atrás, é um passo para diante... É um processo e os processos amadurecem.”

 

Outro jornalista observou: “O Imã de Al-Azhar, Ahmed al-Tayeb, denunciou a islamofobia. Porque é que não se disse nada sobre a cristianofobia, sobre a perseguição aos cristãos?” E o Papa Francisco: “Falei sobre a perseguição aos cristãos. Também falo sobre ela frequentemente. Inclusive nesta viagem falei sobre isso. Também o Documento condena a violência, e alguns grupos que se dizem islâmicos (os Sábios dizem que não é o islão) perseguem os cristãos.” E, aqui, Francisco relembrou uma história absolutamente comovente, que já contara com mais pormenores em 2017. Em 22 de Abril de 2017, na Basílica de São Bartolomeu na Ilha Tiberina em Roma, o Papa Francisco, com a Comunidade de Santo Egídio, presidiu a uma Liturgia da Palavra em memória dos novos mártires dos séculos XX e XXI. E ficaram estas palavras de profundidade incomensurável, apontando, com comoção que nos abala, para a religião na sua verdade humana e divina: “Eu quero, hoje, acrescentar mais um ícone a esta igreja. Uma mulher. Não sei o seu nome. Mas ela olha para nós lá do Céu. Eu estava em Lesbos, saudava os refugiados e encontrei um homem de 30 anos, com três crianças. Olhou para mim e disse-me: ‘Padre, eu sou muçulmano. A minha mulher era cristã. Os terroristas chegaram ao nosso país, olharam para nós e perguntaram-nos qual era a nossa religião e viram-na a ela com um crucifixo. Disseram-lhe que o atirasse ao chão. Ela recusou, não o fez. E degolaram-na diante de mim. Amávamo-nos muito, gostávamos muito um do outro.” “Este é, continuou Francisco, o ícone que trago aqui como presente. Não sei se esse homem ainda está em Lesbos ou se conseguiu ir para outro lado. Não sei se conseguiu sair desse campo de concentração, porque os campos de refugiados — muitos — são de concentração, devido à quantidade de gente que ali é deixada (...). E este homem não tinha rancor: ele, muçulmano, tinha esta cruz da dor que levava sem rancor. Refugiava­-se no amor da mulher, salva pelo martírio.”

 

2. Precisamente no contexto do magno acontecimento histórico que foi esta visita, quero relembrar que, entre os pressupostos para um diálogo inter-religioso autêntico, há dois que são imprescindíveis. Refiro-me concretamente a uma leitura histórico-crítica dos textos sagrados e à laicidade do Estado.

 

Estes pressupostos são universais, mas têm particular importância para o cristianismo e o islão (deve-se distinguir entre islão e islamismo, este já com o sentido de islão extremista), pois o número dos cristãos e dos muçulmanos é superior a mais de metade da Humanidade, o que significa que o entendimento entre eles é essencial para o futuro.

 

A Igreja Católica nomeadamente teve dificuldade em aplicar estes pressupostos, que aceitou plenamente apenas no Concílio Vaticano II. De qualquer forma, já havia indicações no Novo Testamento e no fundador. Assim, nunca os teólogos católicos referiram a Bíblia como ditada por Deus, mas como Palavra de Deus em palavras humanas, o que implica a exigência de interpretação. Jesus disse: “Dai a César o que de César e a Deus o que é de Deus”. E, chegado a Jerusalém, foi morto, manifestando-se contra toda a violência, dizendo a Pedro: “Mete a espada na bainha, pois quem com ferros mata com ferros morre”. Isto significa que, quando os cristãos olham para os horrores cometidos por eles ao longo da História, têm de reconhecê-los e pedir perdão, pois atraiçoaram Jesus, o fundador.

 

O que para a Igreja católica foi difícil vai sê-lo ainda mais para o islão. De facto, muitos defendem que o Corão foi ditado por Deus ou que é cópia do Corão eterno, e, por isso, lêem-no à letra, com todos os riscos de barbárie. E o fundador, Maomé, foi ao mesmo tempo um profeta, um chefe de Estado e um combatente em várias batalhas. Com razão, escreveu o filósofo Slavoj Zizek, citando M. Safouan: “A marca distintiva do islão é ser uma religião que não se institucionaliza a si mesma e que, ao contrário do cristianismo, não se equipa com uma Igreja. Na verdade, a Igreja Islâmica é o Estado Islâmico: foi o Estado que inventou a chamada ‘mais alta autoridade religiosa’ e é o chefe de Estado quem nomeia o homem que deve ocupar esse cargo; é o Estado que manda construir as grandes mesquitas, que supervisiona a educação religiosa; é ainda o Estado que cria as universidades, que exerce a censura em todos os domínios da cultura e que se considera ser o guardião da moralidade”.

 

Evidentemente, a laicidade não é laicismo, que seria a religião da não religião, no sentido de remeter a religião para o espaço privado ou íntimo, sem lugar no espaço público. Sendo a religião uma dimensão constitutiva do ser humano e estruturante da cultura, é evidente que tem de ter lugar também no espaço público, e as religiões têm o direito de debater as grandes questões das sociedades, concretamente as referentes à bioética, e tentar fazer triunfar as suas posições. Qual é a diferença, quando há laicidade, separação da(s) Igreja(s) e do Estado, da religião e da política? Neste caso, a lei não é a lei religiosa, mas a lei votada democraticamente, em democracia pluralista, no Parlamento.

 

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Escreve de acordo com a antiga ortografia
Artigo publicado o no DN  | 17 FEV 2019

ENCONTROS PARA A HISTÓRIA

 


1. “Deus, o Todo-Poderoso, não precisa de ser defendido por ninguém e não quer que o seu nome seja usado para matar e aterrorizar as pessoas”.

 

Quando li este passo no “Documento sobre a Fraternidade Humana” a favor da paz mundial e da convivência humana, assinado no início desta semana em Abu Dhabi, pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de Al Azhar, Ahmed al-Tayeb, lembrei-me da mesma afirmação que há anos ouvi ao então Bispo de Nampula e que transcrevi na abertura do livro que coordenei, “D. Manuel Vieira Pinto. Cristianismo: Política e Mística”:  “Porque é que Você, que é Bispo, quando vem falar comigo, nunca me fala de Deus e da religião, mas do povo, da defesa dos seus direitos e da sua dignidade?”, perguntou o Presidente Samora Machel a D. Manuel Vieira Pinto. “Porque um deus que precisasse da minha defesa seria um deus que não é Deus. Deus não precisa que O defendam. O Homem sim.”, respondeu D. Manuel.

 

Este é um princípio decisivo para quem queira estar na religião/religiões com dignidade: Deus não precisa que O defendam; as pessoas sim. Porque é isso que Deus quer, o seu único interesse são as pessoas. Já Santo Ireneu o disse: “Gloria Dei homo vivens”: a glória de Deus é o homem vivo, realizado, pleno, feliz. Quantas vezes a pretensa defesa de Deus e da sua glória levou à humilhação, ao espezinhamento, à brutalidade sobre outros homens, a guerras, a terrorismos... Em nome de Deus!

 

2. De 3 a 5 deste mês de Fevereiro, quando se celebram os 800 anos do encontro entre Francisco de Assis e o sultão Al-Malik, o Papa Francisco, recebido com as maiores honras de Estado pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, esteve nos Emiratos Árabes Unidos para uma visita que também fica para a História. Dois acontecimentos fundamentais ocuparam as 48 horas da visita: promover e fortalecer o diálogo inter-religioso, especialmente com os muçulmanos, e uma Missa para os católicos, que serão uns 900.000 no país.

 

2.1. É nos Emiratos Árabes Unidos, que o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, definiu como “uma ponte entre Oriente e Ocidente bem como uma terra multicultural, multiétnica e multirreligiosa”, que tem a sua sede o Conselho Muçulmano de Anciãos ou Conselho de Sábios Muçulmanos, um grupo internacional que visa combater o fanatismo religioso e que é presidido pelo Grande Imã da Mesquita e Universidade islâmica do Cairo Al Azhar. Foi a seu convite que se realizou o encontro inter-religioso sob a designação de “Fraternidade Humana”.

 

Francisco, que já na vídeo-mensagem enviada ao povo dos Emiratos advogara o “respeito pela diversidade”, foi contundente no seu discurso programático durante o encontro inter-religioso: “Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”. Onde se fundamenta a fraternidade? Claro: no Deus criador, que “quer que vivamos como irmãos e irmãs, habitando na casa comum da criação que Ele nos deu”; portanto, “temos todos a mesma dignidade” e “ninguém pode ser senhor ou escravo dos outros”. A fraternidade implica igualdade e diferença e, assim, ao mesmo tempo que elogiou “a coragem da alteridade” lembrou o pressuposto da “identidade própria”: identidade e alteridade co-implicam-se, exigindo o reconhecimento do outro como igual e diferente, com direitos fundamentais, entre os quais, o da liberdade religiosa, que “se não limita só à liberdade de culto,  pois vê no outro um verdadeiro irmão, um filho da minha própria humanidade que Deus deixa livre e que, portanto, nenhuma instituição humana pode forçar, nem sequer em seu nome”. “A coragem da alteridade é a alma do diálogo”, que tem também a sua base na oração: “feita com o coração, a oração é regeneradora de fraternidade”; com elas —oração e fraternidade —, construiremos o futuro juntos.

 

O símbolo da viagem papal era a pomba com o ramo de oliveira, símbolo bíblico da paz. Por isso, disse que, sendo a tarefa das religiões construir pontes, elas precisam, como a pomba, de duas asas para voar: a educação e a justiça. A educação, para “formar identidades abertas”, em ordem a afastar o ódio, dialogar e “defender os direitos dos outros com o mesmo vigor com que se defende os seus”. A outra asa é a justiça, justiça universal. “Que as religiões sejam a voz dos últimos, que não são estatísticas mas irmãos, e estejam do lado dos pobres.”

 

Francisco elogiou o país que o acolheu como exemplo de inclusão, que quereria ver reproduzido “em toda a amada e nevrálgica região do Médio Oriente”, para a qual pediu “oportunidades concretas de encontro”: “uma sociedade onde pessoas de diferentes religiões tenham o mesmo direito de cidadania”. Suplicou a “desmilitarização do coração”, porque “a guerra só sabe criar miséria e as armas nada mais do que a morte”. Citou o Iémen, a Síria, o Iraque, a Líbia. Concluiu, convidando à não rendição perante “os dilúvios da violência e da desertificação do altruísmo”. “Deus está com o homem que procura a paz. E do Céu abençoa cada passo que, neste caminho, se realiza na Terra.”

 

Foi também neste encontro que foi publicado o “Documento sobre a Fraternidade Humana”, já referido. Uma Declaração verdadeiramente histórica, elaborada ao longo de um ano de diálogos e debates entre Al Azhar e o Vaticano até alcançar a sua redacção final. “Em nome de Deus, Al Azhar al-Sharif, com os muçulmanos de Oriente e Ocidente, e a Igreja Católica, com os católicos de Oriente e Ocidente, declaram assumir a cultura do diálogo como caminho, a colaboração comum como conduta, o conhecimento recíproco como método e critério”. “Pedimos a nós mesmos e aos líderes do mundo, aos artífices da política internacional e da economia mundial, que nos comprometamos seriamente para difundir a cultura da tolerância, da convivência e da paz, intervir o mais depressa possível para parar o derramamento de sangue inocente e pôr fim às guerras, aos conflitos, à degradação ambiental e à decadência cultural e moral que o mundo vive actualmente.” De facto, “entre as causas mais importantes da crise do mundo actual estão uma consciência humana anestesiada e um afastamento dos valores religiosos, a que se junta o predomínio do individualismo e das filosofias materialistas”. Para a explicação das raízes do terrorismo niilista, o Documento insiste na “deterioração da ética, que afecta a acção internacional, e na debilitação dos valores espirituais e do sentido da responsabilidade”, elementos que favorecem a frustração e o desespero, “levando muitos a cair na voragem do extremismo ateu e agnóstico ou no fundamentalismo religioso, no extremismo e no fundamentalismo cego”.

 

De modo mais concreto, declara-se veementemente que “as religiões por si nunca incitam à guerra, à violência ou derramamento de sangue. Estas desgraças são fruto do desvio dos ensinamentos religiosos, da utilização política das religiões e também das interpretações de grupos religiosos que abusaram do sentimento religioso nos corações dos homens para levá-los a realizar algo que não tem nada a ver com a verdade da religião, mas com alcançar fins políticos e económicos mundanos e míopes.” Exige-se, portanto, uma leitura histórico-crítica dos textos sagrados. As outras condições em ordem à paz entre as religiões e os povos são o respeito pelos direitos humanos, entre os quais sobressai o da liberdade religiosa e a cidadania plena: “A liberdade é um direito de toda a pessoa: todos gozam da liberdade de crença, de pensamento, de expressão e de acção. O pluralismo e a diversidade de religião, cor, sexo, raça e língua são expressão de uma sábia vontade divina.” “O conceito de cidadania plena baseia-se na igualdade de direitos e deveres sob cuja protecção todos desfrutam da justiça. Por isso, é necessário comprometermo-nos em estabelecer na nossa sociedade o conceito de cidadania plena e renunciar ao uso discriminatório da palavra minorias, que arrasta consigo as sementes de sentir-se isolado e inferior, prepara o terreno para a hostilidade e a discórdia e retira os direitos religiosos e civis de alguns cidadãos, ao discriminá-los.”

 

Al Azhar e a Igreja Católica consideram de tal importância esta Declaração que “exigem que este Documento seja objecto de investigação e reflexão em todas as escolas, universidades e institutos de educação e formação”, esperando que se transforme num “símbolo do abraço entre Oriente e Ocidente, entre o Norte e o Sul.”

 

3. Como já referido, há nos Emiratos cerca de 900.000 cristãos, sendo a quase totalidade constituída por imigrantes (filipinos, indianos, paquistaneses, do Sri Lanka, Bangladesh e outras nacionalidades), que vieram para trabalhar. Assim, outro acontecimento histórico foi a celebração da Missa no estádio Zayed, na qual participaram, dentro e fora do estádio, 150.000 pessoas de 45 nacionalidades, incluindo 5.000 muçulmanos. Vários bispos concelebraram, entre eles os Patriarcas do Oriente, nomeadamente o do Líbano e o do Iraque — este, cardeal L. R. Sako, lembrou que “houve um tempo em que éramos 20% da população, mas o número desceu repentinamente e hoje somos à volta de 2%”, esperando que esta visita do Papa ajude também a situação dos cristãos iraquianos.

 

Foram horas de indescritível entusiasmo e de recolhimento e profunda oração. O Evangelho foi o das Bem-aventuranças. E ficaram estas palavras da homilia papal: “Não é fácil viver longe de casa. Mas o Senhor está perto e caminha ao nosso lado.” “Olhemos para Jesus: não deixou nada escrito, não construiu nada imponente. E, quando nos disse como devemos viver, não nos pediu que ergamos grandes obras ou que nos destaquemos pela realização de façanhas extraordinárias. Pediu-nos que levemos a cabo uma só obra de arte, ao alcance de todos: a obra de arte da nossa vida”. No final da celebração, saudou cordialmente todos os participantes: “fiéis caldeus, coptas, greco-católicos, greco-melquitas, latinos, maronitas, sírio-católicos, siro-malabares, siro-malankares”. E, como sempre: “Não vos esqueçais de rezar por mim”.

 

4. Há quem acuse Francisco de se deixar manipular pelo mundo islâmico. Será assim? É claro que a Igreja Católica não está no mesmo nível que Al Azhar nem o Papa no mesmo nível que o Grande Imã. O diálogo não pode ser unidireccional. É verdade que, apesar de toda a cordialidade indesmentível da recepção, mesmo os Emiratos Árabes Unidos são um Estado no qual o islão é religião oficial; ora, sem laicidade, não se evitará a “capitis diminutio”, isto é, a não cidadania plena dos cidadãos que não têm aquela religião. E também é verdade que se denuncia mais a islamofobia do que a cristianofobia, embora o cristianismo seja hoje a religião mais perseguida...

 

Mas o que é facto é que foi a primeira vez que um Papa visitou um país da Península Arábica, berço do islão, e que celebrou a primeira Missa pública na história da Península. Francisco ousou denunciar os horrores da guerra do Iémen na qual os Emiratos  também estão implicados e fez apelos aos líderes políticos islâmicos a favor do respeito pelos direitos fundamentais de todos e, nomeadamente, o da liberdade religiosa. E é indizível a alegria dos cristãos que puderam encontrá-lo. E deu-se mais um passo para a paz e para a tolerância entre as pessoas.

 

Pequeno? Mas um passo, que todos os beneficiários agradecerão e que Deus abençoa.

 


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Escreve de acordo com a antiga ortografia
Artigo publicado o no DN  | 9 FEV 2019