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Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

Blogue do Centro Nacional de Cultura

Um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Estamos certos de que o Centro Nacional de Cultura continuará, como há sete décadas, a dizer que a cultura em Portugal vale a pena!

CRÓNICA DA CULTURA

TSF

A RADIO TÁTIL

“A radio que mudou a radio.”

  


A sociedade conhece a importância da radio para a democracia.

A sociedade conhece as reformulações das realidades que alteram a verdade.

A TSF tem sido o exemplo de uma pluralidade incansável.

Impõe-se ao não alheamento defender o mapa-mundi das coordenadas da TSF que nos possibilitaram inúmeras releituras dos dias e dos tempos.

A prosperidade cultural não é uma posse exterior, mas uma realização interior. Não desistir da integridade é libertar-se e libertar os outros das condições que atrofiam a vida: esta também uma das funções da radio. 

As possibilidades que oferecem saídas da escuridão, em que o mundo está a ser envolvido, constituem a grande vigília que questiona e questionou a nossa atenção: assim a TSF.

A intervenção cívica deve ter lugar quando um jardim começa a ser deserto e o mar cada vez mais longe e no horizonte, moscas.

Os efeitos sistémicos de perdermos algo de qualidade fundamental tem um enorme alcance para o lado negativo.

Os poderes fáticos mandam, utilizando baralhos de cartas viciadas e, na realidade estes ignorantes epistémicos, utilizam a lixiviação para levar os outros a não aprenderem a pensar, o que avoluma incomensuravelmente as possibilidades de um mundo governado pela banalidade e pelo mal.

Defendermos a dignidade mínima é o princípio da capacidade de luta.

Que a TSF reconquiste o uso do seu tempo e do seu espaço e permaneça tátil, e que

2024 não seja um ano emaranhado, antes apressadamente ANO NOVO, ANO DE MÉRITO PRÓPRIO!

 

Teresa Bracinha Vieira